Paul McCartney Carreira Solo (2)

Bom, continuando com a série, sobre os discos da carreira solo do meu ídolo maior, vamos pro primeiro disco dele lançado em 1971. Com vocês

Ram (1971)

ram

Um Pouco de História:

Após o Lançamento do primeiro disco McCartney em 1970, Paul e sua esposa Linda se retiraram para sua fazenda na Escócia, onde as faixas do disco foram compostas, em parceria, pelo casal.

O disco foi gravado em Nova York, e dessa vez teve a participação de outros músicos: Denny Seiwell na bateria e Dave Spinozza e Hugh McCracken nas guitarras além da presença de Linda em alguns vocais.

Em fevereiro de 1971, Macca havia lançado o Single Another Day. A música não foi incluída neste disco, mas historicamente algumas fontes incluem como parte do mesmo, por causa da época do lançamento. Por isso vou citá-la aqui, e também por se tratar de um grande sucesso da época (os singles não estão previstos na minha série). É uma música realmente muito bonita, com uma melodia delicada e que combina muito com a letra… realmente mereceu todo o sucesso!

Sobre o Disco/Minha opinião

O disco, mais uma vez atingiu o topo das paradas nos EUA e Reino Unido. Traz uma sonoridade um pouco diferente do McCarney, que ainda tinha algumas músicas meio com “cara de Beatles”. Eu não considero esse entre os melhores discos da carreira solo do Paul, acho que ele meio que encontraria a linha um pouco mais pra frente, mas não quero adiantar os próximos Posts… mesmo assim, percebemos o toque de gênio do Macca em faixas como Too Many People e Heart of the Country. Bom, vamos às faixas:

Too Many People – O disco já começa com um bom rock’n roll. Eu gosto muito desta faixa, particularmente dos vocais, bem diversificados e do baixo, bem vibrante, daqueles que não tem como não perceber na música. Tá tem solos de guitarra bem bons também, mas como as opiniões são minhas, eu acabo puxando a sardinha pros instrumentos que mais gosto…

3 Legs – Uma música com um ritmo meio Blues, com direito a paradinhas e tudo. Boas guitarras! Eu acho o vocal meio esquisito.

Ram On – a letra da música só tem duas frases… vá em frente, dê seu coração para alguém… precisa mais? Eu acho a música bem bonitinha, parece uma historinha contada numa roda em torno de uma fogueira, sabe como? com aquelas vozes e a percursão meio dando a impressão de várias presenças. Não tem como não gostar.

Dear Boy– Essa música tem um vocal bem legal, tipo com percursão vocal… eu não sei explicar muito bem, meio o que o MPB4 faz aqui no Brasil. Isso torna a faixa interessante, eu particularmente não gosto muito da melodia, mas o vocal meio que salva a situação.

Uncle Albert/Admiral Halsey– Bom, essa é uma daquelas músicas do Paul, bem pessoais, que me fazem chorar. Ele tinha realmente um tio chamado Albert, com quem ele se desculpa de forma comovente. Destaque na melodia que muda drasticamente pro meio do final da música. Ah, esse foi o maior sucesso do disco.

Smile Away – E voltamos ao bom e velho Rock’n Roll… um show de música, se você quer saber a minha opinão. Tão boa que não consigo destacar o que mais me chama a atenção.

Heart of the Coutry – É a música que eu mais gosto no disco. Sim, ela tem uma batida meio Coutry, mas o vocal é totalmente de babar! E o baixo então… não dá nem pra comentar. A letra é uma gracinha também.

Monkberry Moon Delight – Essa é uma música que eu não gosto muito… ainda não consegui descobrir o que me incomoda nela, se é a melodia muito repetitiva ou o vocal meio “rouco”, e talvez seja um dos motivos que me faz achar esse disco não tão bom quanto eu acho outros… mas é Paul, né? Então eu acabo ouvindo.

Eat At Home – Essa música lembra um pouquinho a fase Revolver dos Beatles, a letra não tem muita graça, mas a música é sensacional!

Long Haired Lady – Mais uma música pra Linda. Como ele era apaixonado! Tem uma coisa meio psicodélica interessante no instrumental dessa música.

Ram On – De novo! Agora numa versão mais curtinha e um pouco diferente… meio incidental.

The Back Seat Of My Car –  A terceira das músicas que o John Lennon na época achou que tinha sido direcionada pra ele. As outras são Too Many People e Dear Boy. Essa música tem um trecho orquestrado que é muito bacana, mas no geral não está entre as minhas favoritas.

Destaque

Como vocês já notaram, eu não gosto muito de destacar o maior sucesso do disco, então, neste aqui vamos com a minha música favorita: Heart of the Coutry. A qualidade do áudio no vídeo abaixo não é lá essas coisas, mas é o vídeo original né, dá um desconto…

Bom, como essa música não é do disco, tomei a liberdade de mostrar Another Day, que é uma gracinha:

Paul McCartney – Carreira Solo (1)

Bom, depois do post de ontem, como Paul cantando Helter Skelter, resolvi escrever uma série pra mostrar (pra quem interessar, é claro) um pouco sobre a carreira solo do Paul. Isto porque a maioria das pessoas que eu conheço, mesmo as fãs de Beatles, não conhecem muito do trabalho dele solo. E como eu sou Paulmaníaca, gostaria de compartilhar essa obra que tanto admiro…

Gostaria de ressaltar que meu entendimento de música é o de alguém que ouve muita música, e confunde nomes de gêneros e tipos, então não pretendo escrever um tratado, ou ser uma autoridade no assunto, é mais pra compartinhar o meu conhecimento e as minhas impressões sobre a obra desse que, segundo o meu filho, é o meu amorzão.

Começemos pelo começo, ou seja, o álbum McCartney de 1970

Capa do Disco

Capa do Disco

Um pouco de História:
Em agosto de 1969, os Beatles realizaram a última sessão de gravação, tocando todos juntos para o disco intitulado Abbey Road. Também em agosto, realizaram a última sessão de fotos como Beatles, posando para as câmeras de Linda McCartney. Ringo Starr afirma que não estava combinado explicitamente que aquele seria o último disco dos Beatles, mas todos subentendiam e sentiam que seria.
Naquela altura, todos os quatro Beatles estavam envolvidos em projetos parelelos e os Beatles já estavam separados de fato, mas devido às negociações contratuais, isso deveria ser mantido em segredo. É nesse contexto que o álbum McCartney vai surgir.
Paul McCartney, gravou este disco sozinho, com seu próprio equipamento: um gravador de quatro canais, instrumentos e um microfone.
O disco foi lançado em 17 de Abril de 1970, antes do disco “Let it Be” dos Beatles, que ainda estava sendo finalizado desde Janeiro de 69, época em que McCartney quebrou o silêncio e anunciou o fim dos Beatles.

Sobre o disco:
O álbum McCartney não foi muito bem recebido pela crítica, que dizia que ele estava muito cru e com um som muito caseiro. Mas teve grande sucesso de público, chegando a segundo lugar nas paradas do Reino Unido e primeiro lugar nos EUA.
Trazia algumas composições antigas de Paul (pré-Beatles), algumas músicas compostas na época em que os fab four estiveram em retiro espiritual na Índia e outras músicas novas, compostas especialmente para o trabalho.

Minha opinião (obviamente não isenta):
Eu gosto muito deste disco, acho a sonoridade dele bem gostosa, menos elaborada que as produções finais dos Beatles. Não tem um instrumental muito “pesado”, mas as melodias são bem harmoniosas.
01. The Lovely Linda (uma música bonitinha, uma das muitas compostas em homenagem à Linda McCartney, simples e curtinha… mostra como sempre o quanto ele foi apaixonado pela esposa)
02. That Would Be Something (Não é uma letra muito profunda, mas traz na canção um baixo bem melodioso, marca registrada do Macca, eu gosto muito)
03. Valentine Day (uma música instrumental bem legalzinha)
04. Every Night (É uma das músicas que eu mais gosto da carreira solo do Paul, tem uma letra linda e tem bem a carinha das músicas românticas dele, é uma música que aparece com bastante frequência nos registros de shows ao vivo ao longo da carreira dele)
05. Hot As Sun-glasses (quase uma música instrumental, já que só tem um pedacinho meio que falado no final. Me lembra alguma coisa meio que White-album. Segundo o Paul foi composta em 1959)
06. Junk (foi composta na época do retiro na Índia, 1968, uma música lenta e gostosinha, meio introspectiva, eu acho muito bonita)
07. Man We Was Lonely (tem uma batida meio coutry, que aparece com frequência nas composições do Paul, eu não gosto muito, acho meio chatinha, mas é interessante a vocalização que ele faz para a música)
08. Oo You (essa traz a batida mais “pesada” do disco, uma linha de baixo bem legal também. É interessante notar as diferentes vozes do Paul, presentes ao longo de quase toda sua carreira, essa música ele canta num tom mais agudo do que o resto do disco, acho a levada bem legal)
09. Momma Miss America (mais uma música instrumental, começa meio sintetizada demais pro meu gosto, mas do meio ele arrebenta no piano e mostra que também sabe tocar guitarra muito bem)
10. Teddy Boy (também escrita na época do retiro na Índia, acredito que talvez não seja coincidência ela também ter uma sonoridade meio white-album. Traz um vocal mais ameno, com uma voz quase infantil)
11. Singalong Junk (como o nome diz, é a versão instrumental de Junk… e quem disse que versão karaokê é coisa atual?)
12. Maybe I’m Amazed (o maior sucesso do disco, mais uma música feita para a Linda. Mas essa é realmente especial! É aquele tipo de música que marca, tanto pela letra quanto pelo instrumental. O piano da música é lindo, e o vocal arrebenta!)
13. Kreen-Akrore (terminando com outra instrumental. No início eu diria que percursional, mas eis que surge uma guitarra digna de quem tocou tanto tempo ao lado de George Harryson, e depois uns efeitos esquisitos que tornam a música meio tosca… mais pra frente esse tipo de brincadeira se torna comum nos trabalhos do Paul).

Destaque: Eu sei que eu devia destacar neste disco, Maybe I’m Amazed, que foi o maior sucesso, e é a melhor música do disco, mas como é bem conhecida do grande público, optei por Every Night… que também é linda (a versão do vídeo não é a original).

Eu realmente amo esse cara…

Tem gente que diz que ele tá velho… é verdade, ele não é mais nenhum garoto. Mas dizer que não canta mais nada? Ouvi comentarem, certa vez que ele não consegue mais cantar Helter Skelter… falta garganta. Bom, eu discordo. A prova? Ta aí em baixo… no Grammy de 2006, como disse a apresentadora, um artista que dispensa apresentações!

só pra constar, a música à qual eu me refiro começa lá pelos 4 min do vídeo.

Eu devo confessar que assistir esse vídeo me arrepia!

Eu e meus livros para adolescentes…

Pois é… eu ia ler a série “A mediadora” da Meg Cabot, mas… acabei vendo que a série “Diário da Princesa” é da mesma autora, aí como já tinha visto o filme, resolvi ler primeiro. Eu sou realmente incorrigível…

Resultado? 13 livros (tudo bem que não são tão grandes) em uma semana! Leitora compulsiva? Eu? De jeito nenhum.

Sobre a série, é uma gracinha… apenas um comentário: Quem precisa de um Edward Cullen quando se pode ter um Michael Moscovitz? hahahahahahahaha

Pra quem gosta de leiturinha light, bem água com açúcar, mas muito bem humorada (independente da idade) fica aí a recomendação… essa semana eu pego “a mediadora” e depois comento aqui.

E a Páscoa chega ao fim!

Ainda bem!!!!!

Que domingão péssimo… meu time perdeu, eu to aqui desde as 10 hs da manhã (e já são 22 hs) tentando fazer uma prova de topologia (o que é isso?) e não consegui terminar, comi chocolate o dia inteiro e o meu regime foi pro brejo… precisa de mais? Espero que não…

Bom, amanhã começa uma nova semana, espero que seja mais tranquila, ou menos corrida, que sabe se eu não ficar bitolada com nenhuma série de livros essa semana eu consiga dar conta de tudo sem tanto desespero. Bom, prometo tentar…

Boa semana!