Paul McCartney Carreira Solo (15)

Tá, eu sei que tenho demorado bastante entre as postagens… mas é que ando num momento de grande transição na minha vida, então as vezes não dá pra escrever como eu gostaria. Além disso, eu não gosto muito (eu falei isso? é parece que sim! :P) desse álbum da sequência, por isso demorei também, é mais difícil pra mim escrever sobre ele, mas vamos ao que interessa.

Press to Play (1986)

Um pouco de história: Bom, depois do fracasso de bilheteria do filme “Give my regards…” Macca achou que estava na hora de uma mudança de ritmo em seu trabalho, em uma tentativa de dar a sua música um som mais contemporâneo, ele juntou forças com Hugh Padgham, um produtor famoso por ter gravado Peter Gabriel, Genesis, Phil Collins, The Police e XTC. A partir de março de 1985, McCartney começou a gravar Press To Play, o primeiro disco só com músicas inéditas desde “Pipes of Peace” (1983). Os convidados no álbum seria Pete Townshend, Phil Collins, Eddie Rayner e Stewart.

Alguns críticos e ouvintes, consideram esse disco entre os melhores trabalhos do Paul, enquanto outros, incluindo ele próprio (e essa que vos escreve) consideram ele um dos piores… é, no mínimo, intrigante.

Minha opiniao/faixas: é, acho que já notaram que eu não gosto muito desse disco em particular. Tipo assim… pra mim o Paul vai bem no rock clássico, num pop rock… mas quando ele tenta fazer algo extremamente pop, eu não curto muito, acredito que seja o caso desse disco. Pros já nascidos e plenamente conscientes em 1986, ao ouvir o disco vão perceber uma batida pop que era bem o que rolava na época, não é de tudo ruim… mas não é algo que se ouça agora, depois de 24 anos quase, e se enchergue nele a genialidade do Macca. Pra mim é um popzinho banal da época, sem grande relevância. Principalmente se comparados a trabalhos anteriores, que trazem músicas fabulosas de serem ouvidas em qualquer época. Bom, eu to me explicando mais aqui, porque provavelmente não vou ter muito pra dizer no faixa a faixa. Mesmo assim, vamos a elas:

1. Stranglehold – Talvez a mais tradicional (no sentido de músicas antigas do Paul) presente no disco, com uns metais bem legais… eu até gosto dessa.

2. Good Times Coming/Feel the Sun – essa tem um jeito meio de música eletrônica, se salva alguma coisa é o baixo, mas o vocal… sei lá, parece eletronicamente alterado, definitivamente não é como eu gosto. Mas vamos dar crédito ao meu ídolo… o raio do refrão gruda na cabeça!

3. Talk More Talk – Pois é, essa tem as vozes da Linda e do filho do Paul, James, no começo, falando umas coisas… eu tenho medo do começo dessa música! Sério mesmo! É meio sombria… depois, bom, se não desse pra reconhecer a voz do Paul na música você diria que é uma música de alguma daquelas bandas eletrônicas que fizeram sucesso na época… e ainda tem um trecho que me lembra o “Pop, goes my heart” do filme Letra e Música. Pronto, esculhambei uma música do Paul! kkkk chega!

4. Footprints – Essa é mais lenta, tem uma levada meio no estilo de “Bluebird” e uma letra bem bonita. Tá vendo, nem tudo se joga fora no disco!

5. Only Love Remains – Bom, como sou eu escrevendo sobre o Paul, vocês não esperavam realmente que eu esculhambasse o disco todo, não é mesmo? Eu nunca resisto às músicas românticas do Paul, e se tiver um piano destacado na melodia então, eu me derreto toda! Essa música é linda! Mesmo! Tão doce e com uma letra tão linda… irresistível no melhor estilo do Macca por quem eu sou apaixonada.

6. Press – Afe, a gente não pode elogiar… tá, essa não é tão ruim assim. A letra é bonitinha, e eu gosto dos vocais. Mas essa batida de bateria eletrônica e os ecos no refrão (press, press press press) ah, podia ter passado sem essa.

7. Pretty Little Head – posso passar essa? Sério mesmo, só de ouvir o sintetizador no início já me dá vontade de mudar de faixa.

8. Move Over Busker – E finalmente um rock! Excelente música (ou será que a anterior era tão ruim que eu gostei dessa?). Melhor estilo Paul… vocais, pianão, guitarra e um grande baixo! Gosto muito!

9. Angry – Essa tem a participação do Pete Towshend na guitarra e do Phil Collins na bateria… não é aquele pop eletrônico chato, é bem rock, mas eu não gosto muito… acho meio, sei lá, confusa e rápida demais. Mas é uma boa música, dá pra ouvir de boa.

10. However Absurd – Meio dramática demais pro meu gosto, mas é bem bonita.

Destaque: Sem muitas opções aqui… fiquei entre “Footprints” e essa, e recomendo fortemente que escutem a outra.

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