Eu fui!!!!!!

Bom, acho que pelo apoio da galera e torcida eu meio que fiquei devendo um relato!

Em primeiro lugar eu queria de coração agradecer a todos pelo apoio e torcida… amei as mensagens no twitter, facebook, no celular, os telefonemas, os abraços e a companhia de quem eu consegui encontrar nesses dois dias.

Gente EU VI O PAUL MCCARTNEY!!!! E vi de perto! No primeiro dia, foi sofrido, chegamos na fila da pista prime (Eu a Line e o Naka) um pouco depois das 9 da manhã… tava um sol de rachar, lá pelas 3 e meia da tarde tava insuportável, teve uma hora, perto da abertura dos portões que eu comecei a passar mal e entrei em pânico, fiquei com medo de ter um troço e não conseguir assistir o show. Eu liguei pra minha tia, e ela foi falando comigo, me ensinando técnicas para me acalmar, pra manter a respiração regular e tentar aguentar tudo, me ajudou muito.

Quando os portões abriram e a gente achou um lugar pra ficar ali na pista (um ótimo lugar!!!!) eu parei e olhei pro palco… e tava lá, o piano e a bateria com as letras PMC, acho que foi nesse momento que caiu a ficha de tudo. Tive meu primeiro acesso de choro! A Line ficou até preocupada achando que eu tinha piorado, ou tava passando mal ;P

Eu não vou atormentar vocês e narrar o show inteiro… mas tem uns momentos que merecem destaque. Tipo eu acabei com a bateria do meu celular, porque tava tirando umas fotos e na hora que ele tocou “The Long and Winding Road” eu fiquei chorando e apertando o celular, e tirei um monte de fotos da minha mão! Em “Here Today” (música feita para o Lennon) eu achei que fosse ficar sem ar, de tanto que eu chorava! E as fotos do Harryson no telão durante Something foram uma porrada! Da onde a gente tava, dava pra sentir o calor do fogo subindo em “Live and Let Die”, isso foi mágico também! Eu sempre assisto aos shows dele em DVD’s e sabia que teria show pirotécnico nessa hora, mas ver ali de pertinho, eu me sentia uma criança, de boca aberta, vendo fogos de artifício pela primeira vez na vida! Em “Hey Jude” no final, quando ele agradece ao público, e fica falando “you are great” no último ele apontou na minha direção!!!! Eu sempre vou lembrar disso! Já próximo do final do show eu achava que não aguentaria mais, que não ia mais conseguir andar, aí ele começou “Helter Skelter” e eu pulei que nem uma macaca doida! kkkkk Não imaginei que aguentaria tanto…

Quando terminou o show, a gente sentou um pouco no chão e eu perguntei pra Line “Eu sonhei tudo ou aconteceu de verdade?”

O show de ontem, apesar de eu não estar tão perto do palco foi tão especial quanto o primeiro, chorei tudo de novo!!!!! Foi muito legal ter assistido de um lugar diferente, eu me dei conta de detalhes que não dava pra perceber quando estávamos lá pertinho do palco. Ele mudou algumas músicas do set list, todos os “ou’s” que apareciam na set list da turnê ele tocou n osegundo show! E algumas surpresas, como “Bluebird” que eu amo e que nem esperava ouvir, ele tocou ontem!

Sobre ele eu não sei nem o que dizer… que é muito melhor do que eu imaginava? Que eu to mais apaixonada por ele ainda do que eu já era? (será que é possível?) Ele foi fofo, simpático, carinhoso, fofo, querido… sei lá mais o que?

Acho até que eu consegui escrever bastante pro estado em que me encontro… ainda estou muito emocionada, fico chorando cada vez que lembro de tudo que aconteceu. Depois devo fazer um relato melhorzinho no blog e postar algumas fotos.

Obrigado a todos que dividiram esse momento comigo, de forma direta ou indireta!

bjos

Gabi

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Paul McCartney Carreira Solo (16)

Bom, em primeiro lugar devo desculpas pelo sumiço… mas voltei!!!! eeeeee

Segundo lugar: EU VOU VER O PAUL AO VIVO!!!! Nos DOIS shows aqui de São Paulo… espero sobreviver até lá e sobreviver ao primeiro show para poder assistir ao segundo! kkkkk To Mega empolgada!

Bom, voltando aos nossos posts, bom, você meu amigo, que resistiu bravamente ao “Press to Play”, que não abandonou, nem deixou de amar o Paul McCartney por causa disso… mereceu uma recompensa. E ganhou!!! Esse post e o próximo são sobre álbuns absolutamente incríveis!!!! Terminamos a década de 80 com os dois pés direitos!

Bom, como diria Jack, vamos por partes, o primeiro deles:

CHOBA B CCCP (1988)

Bom, o primeiro problema de escrever esse post foi descobrir que álbum vinha agora… explico: Em algumas fontes esse álbum aparecia como lançado em 1988 e em outras em 1991. Fui fazer minha lição de casa e descobri que o disco foi lançado em 1988 apenas na “falecida” União Soviética”, e em 1991 foi lançado internacionalmente. Mais uma curiosidade: O nome do disco, significa “Back to USSR” escrito em russo com caracteres do alfabeto ocidental. Ou seja, é uma sopa de letrinhas mesmo…

Um pouco de História: Depois da reação morna do público ao “Press to Play” de 1986 (por que será?), McCartney passou grande parte da primeira metade de 1987 trabalhando em seu novo disco. Em julho, meio que sentiu uma necessidade urgente de voltar às suas origens, às músicas que costumava ouvir na década de 50. Dessa necessidade nasceu essa obra prima! Eu amo esse disco de paixão, apesar de não ser um disco de composições do Paul. Gosto das versões apresentadas, do clima rock’n roll presente nele todo… acho que é meio que uma audição obrigatória.

O disco foi lançado pelo Paul como um presente aos fãs soviéticos, por esses terem muita dificuldade em conseguir comprar os discos originais dele. Então a idéia era que, para mudar a situação, eles teriam acesso a um disco que não estaria disponível ao público do resto do mundo (que maldade ^-^).

Minha Opinião/Faixas: Bom, acho que eu acabei escrevendo minha opinião um pouco antes dessa vez… eu adoro esse disco! A sensação que eu tenho ao ouví-lo é como se estivesse num show intimista ou algo do gênero, de um cantor não muito conhecido interpretando suas músicas favoritas. Mas estamos falando do Paul McCartney, meio ídolo maior, então esse show intimista torma proporções grandes e extremamente emocionais. E eu babo, como sempre! ;P

1. “Kansas City” (Jerry Leiber/Mike Stoller) – Essa já é conhecida dos fãs dos Beatles de plantão, foi gravada pelos Fab Four no Beatles For Sale, de 1964. Originalmente gravada por Little Willy Littlefield em 1952 e depois regravadas inúmeras vezes por diversos artistas, inclusive Little Richard, que inspirou a versão dos Beatles. Nesta versão os Beatles combinaram a gravação de Richard com uma outra música sua, “Hey, hey, hey, hey”. A versão de McCartney neste disco é em cima da primeira gravação dos Beatles, na minha opinião um pouco melhorada.

2. “Twenty Flight Rock” (Eddie Cochran/Ned Fairchild) – Originalmente interpretada por Eddie Cochran para o filme “The Girl Can’t Help It” de 1956. Também regravada por inúmeros artistas, incluindo aqui os Stones. A versão do Macca para a música mantém bem a levada Rockabilly da versão original… e não, eu não conhecia a gravação original da música, pesquisei pra escrever o post! Eu gosto bastante dessa, tem um pianão bem Jerry Lee Lewis que na minha opinião é um arraso! E o vocal da música é sensacional.

3. “Lawdy Miss Clawdy” (Lloyd Price) – Tremendo Blues gravado originalmente pelo próprio Lloyd Price em 1952. Foi o maior sucesso rhythm and blues de 52, vendendo mais de um milhão de cópias (em 1952!!!! um feito!). Eu acho um musicão! Sou suspeita pra dar opinião nas versões do Paul, eu sei, então já vou avisando que eu acho esse disco todo sensacional, então sempre vou elogiar as versões aqui presentes.

4. “I’m In Love Again” (Fats Domino/Dave Bartholomew) – Bom, pra quem gosta de música velha, tipo eu, Fatx Domino dispensa apresentações… essa música também! Foi gravada originalmente em 1956 pelo próprio e estourou no gênero… Rhythm and Blues de novo! Excelente escolha e gravação do Macca!

5. “Bring It On Home To Me” (Sam Cooke) – Gravada originalmente pelo próprio Sam Cooke em 1962… praticamente uma música nova para o contexto do disco! Apesar do cara ser um cantor de R&B essa música é um Soul fantástico! Deliciosa de ouvir e com um instrumental daqueles que só se fazia até a década de 70 mesmo… lindíssima!

6. “Lucille” (Richard Penniman/Albert Collins) – Mais uma do Little Richard, nesse caso ele foi o primeiro a gravar, em 1957. Essa é um rock’n roll da melhor qualidade, prova disso é a quantidade de gente famosa que regravou a música: os próprios Beatles, Queen, AC/DC, Van Halen, Everly Brothers, Bill Halley e mais um montão de gente! Nem dá pra citar… excelente!

7. “Don’t Get Around Much Anymore” (Duke Ellington/Bob Russell) – Essa é bem das antigas… foi gravada originalmente por Duke Ellington em 1940! Mais um rockabilly delicioso. Bom, eu gosto do gênero, e gosto do Paul, então já viu. O título original da música era “Never No Lament” e ela é bem pra cima. O título foi alterado em 1942, não consegui descobrir o motivo…

8. “I’m Gonna Be A Wheel Some Day” (Fats Domino/Dave Bartholomew/Roy Hayes) – Mais uma do genial Fats Domino, essa de 1959. To ficando repetitiva… essa é um rock’n roll classicão! Já tinha sido gravada pelo Paul no single de “My Brave Face”, também de 1989.

9. “That’s All Right Mama” (Arthur Crudup) – Essa é bem famosa! Foi o primeiro single lançado por ninguém menos que Elvis Presley! Foi gravada originalmente em 1954 pelo Arthur Crudup, mas ficou famosa mesmo na voz do Rei. A versão do Paul lembra bastante a do Elvis, aquela levada meio folk presente no começo da carreira dele.

10. “Summertime” (George Gershwin) – Composta como uma aria da ópera Porgy and Bess, em 1935. Um soul lindo, se alguém me perguntar. Tem alguns elementos de jazz e se tornou extremamente popular na época, considerada até hoje a melhor composição de George Gershwin. A versão do Paul é simplesmente maravilhosa, difícil até descrever.

11. “Ain’t That A Shame” (Fats Domino/Dave Bartholomew) – Mais uma do Domino, de 1955, e mais uma que apareceu no single “My Brave Face” lançado no mesmo ano desse disco. Essa é especial… eu sou louca por essa música, acho ela demais! E pelo jeito não estou sozinha, ela aparece como número 431 das 500 melhores canções de todos os tempos pela revista Rolling Stone. Precisa falar mais alguma coisa?

12. “Crackin’ Up” (Ellas McDaniel) – Ellas McDaniel foi um nome intermediário adotado pelo lendário Bo Diddley. Essa música, que eu amo foi lançada por ele no álbum de 1959. Essa música tem uma levadinha toda diferente, e eu adoro essa música. Me lembra algo que tocou no filme Dirty Dancing… amo!

13. “Just Because” (Bob Shelton/Joe Shelton/Sydney Robin) – Foi a primeira gravação dos Shelton Brothers, na Decca Records, não consegui descobrir em que ano. Outra canção eternizada pelo Rei Elvis Presley, no seu primeiro álbum (o mesmo que tem blue suede shoes e tutti frutti), foi gravada por ele em 1954. Mais um rock classicão!

14. “Midnight Special” (Trad. Arr. Paul McCartney) – Uma canção tradicional entre os prisioneiros do sul dos Estados Unidos, também regravada por muita gente. Aquelas canções sem autor, difícil saber quem gravou originalmente, aqui temos um arranjo muito legal do Macca, pra finalizar esse disco que recomendo que todos escutem, até que não gosta muito da carreira solo do Paul, porque ele é muito bom!

    Destaque: Bom, primeiro pensei em Kansas City, depois em Twenty Flight Rock, depois em Summertime e depois ainda em Ain’t That A Shame… mas prevaleceu a minha total falta de bom senso quando se trata de Paul McCartney, eu resolvi destacar uma música que eu adoro, que não é nada rock’n roll mas que é uma delícia. Deixo a recomendação para que ouçam as que citei anteriormente, aliás, de preferência o disco todo! Enjoy!