Paul McCartney Carreira Solo (15)

Tá, eu sei que tenho demorado bastante entre as postagens… mas é que ando num momento de grande transição na minha vida, então as vezes não dá pra escrever como eu gostaria. Além disso, eu não gosto muito (eu falei isso? é parece que sim! :P) desse álbum da sequência, por isso demorei também, é mais difícil pra mim escrever sobre ele, mas vamos ao que interessa.

Press to Play (1986)

Um pouco de história: Bom, depois do fracasso de bilheteria do filme “Give my regards…” Macca achou que estava na hora de uma mudança de ritmo em seu trabalho, em uma tentativa de dar a sua música um som mais contemporâneo, ele juntou forças com Hugh Padgham, um produtor famoso por ter gravado Peter Gabriel, Genesis, Phil Collins, The Police e XTC. A partir de março de 1985, McCartney começou a gravar Press To Play, o primeiro disco só com músicas inéditas desde “Pipes of Peace” (1983). Os convidados no álbum seria Pete Townshend, Phil Collins, Eddie Rayner e Stewart.

Alguns críticos e ouvintes, consideram esse disco entre os melhores trabalhos do Paul, enquanto outros, incluindo ele próprio (e essa que vos escreve) consideram ele um dos piores… é, no mínimo, intrigante.

Minha opiniao/faixas: é, acho que já notaram que eu não gosto muito desse disco em particular. Tipo assim… pra mim o Paul vai bem no rock clássico, num pop rock… mas quando ele tenta fazer algo extremamente pop, eu não curto muito, acredito que seja o caso desse disco. Pros já nascidos e plenamente conscientes em 1986, ao ouvir o disco vão perceber uma batida pop que era bem o que rolava na época, não é de tudo ruim… mas não é algo que se ouça agora, depois de 24 anos quase, e se enchergue nele a genialidade do Macca. Pra mim é um popzinho banal da época, sem grande relevância. Principalmente se comparados a trabalhos anteriores, que trazem músicas fabulosas de serem ouvidas em qualquer época. Bom, eu to me explicando mais aqui, porque provavelmente não vou ter muito pra dizer no faixa a faixa. Mesmo assim, vamos a elas:

1. Stranglehold – Talvez a mais tradicional (no sentido de músicas antigas do Paul) presente no disco, com uns metais bem legais… eu até gosto dessa.

2. Good Times Coming/Feel the Sun – essa tem um jeito meio de música eletrônica, se salva alguma coisa é o baixo, mas o vocal… sei lá, parece eletronicamente alterado, definitivamente não é como eu gosto. Mas vamos dar crédito ao meu ídolo… o raio do refrão gruda na cabeça!

3. Talk More Talk – Pois é, essa tem as vozes da Linda e do filho do Paul, James, no começo, falando umas coisas… eu tenho medo do começo dessa música! Sério mesmo! É meio sombria… depois, bom, se não desse pra reconhecer a voz do Paul na música você diria que é uma música de alguma daquelas bandas eletrônicas que fizeram sucesso na época… e ainda tem um trecho que me lembra o “Pop, goes my heart” do filme Letra e Música. Pronto, esculhambei uma música do Paul! kkkk chega!

4. Footprints – Essa é mais lenta, tem uma levada meio no estilo de “Bluebird” e uma letra bem bonita. Tá vendo, nem tudo se joga fora no disco!

5. Only Love Remains – Bom, como sou eu escrevendo sobre o Paul, vocês não esperavam realmente que eu esculhambasse o disco todo, não é mesmo? Eu nunca resisto às músicas românticas do Paul, e se tiver um piano destacado na melodia então, eu me derreto toda! Essa música é linda! Mesmo! Tão doce e com uma letra tão linda… irresistível no melhor estilo do Macca por quem eu sou apaixonada.

6. Press – Afe, a gente não pode elogiar… tá, essa não é tão ruim assim. A letra é bonitinha, e eu gosto dos vocais. Mas essa batida de bateria eletrônica e os ecos no refrão (press, press press press) ah, podia ter passado sem essa.

7. Pretty Little Head – posso passar essa? Sério mesmo, só de ouvir o sintetizador no início já me dá vontade de mudar de faixa.

8. Move Over Busker – E finalmente um rock! Excelente música (ou será que a anterior era tão ruim que eu gostei dessa?). Melhor estilo Paul… vocais, pianão, guitarra e um grande baixo! Gosto muito!

9. Angry – Essa tem a participação do Pete Towshend na guitarra e do Phil Collins na bateria… não é aquele pop eletrônico chato, é bem rock, mas eu não gosto muito… acho meio, sei lá, confusa e rápida demais. Mas é uma boa música, dá pra ouvir de boa.

10. However Absurd – Meio dramática demais pro meu gosto, mas é bem bonita.

Destaque: Sem muitas opções aqui… fiquei entre “Footprints” e essa, e recomendo fortemente que escutem a outra.

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Paul McCartney Carreira Solo (14)

Bom, e chegamos a esse disco, praticamente uma coletânea (praticamente porque tem quatro músicas inéditas!) que eu costumo chamar de trilha sonora da minha vida! Preparem-se… porque a babação hoje vai ser grande!!!!!!

Give My Regards To Broad Street (1984)

Um pouco de história: Esse disco é na verdade a trilha sonora de um filme homônimo… um péssimo filme diga-se de passagem. Foi um fiasco de crítica… e se teve público foi pra ver o Paul! No elenco, além dele estavam a Linda (McCartney), o Ringo Starr, Barbara Bach (esposa do Ringo), Bryan Brown, Ralph Richardson e Tracey Ullman. Tem cenas legais, agradáveis, mas o filme parece mais uma colcha de retalhos mal costurada. A história é sobre o desaparecimento de uma fita com gravações originais para um novo disco.

Em compensação a trilha sonora foi de um sucesso absoluto! Composta na sua maioria por regravações, trouxe, entre as inéditas “No More Lonelly Nights”, chegando ao topo em todas as paradas.

Minha opinião/faixas: Bom, eu sou apaixonada por esse disco… ganhei o vinil em 84 mesmo, a propósito, foi meu primeiro disco do Paul em carreira solo, até então eu não conhecia muito o trabalho solo dele. Regravações? Sim, mas com novos arranjos… maravilhosos! Tudo que faltou no filme sobra na trilha sonora, disco muito bem feito, bem produzido… bem tudo. Destaque para a participação da guitarra solo de David Gilmour (pink Floyd).

1. No More Lonely Nights – A música “carro chefe” do disco… tem gente que acha muito pop. Eu acho linda! Sério mesmo a letra da música é linda! “you’ve only got my heart on a string”, e a música, como o título tem uma mensagem otimista, bom, eu avisei que a babação ia ser grande! 😛

2. Good Day Sunshine/Corridor Music (John Lennon/Paul McCartney)/ (Paul McCartney) – Good Day Sunshine é do album Revolver dos Beatles, de 1966… Corridor Music é um extrazinho, praticamente falado, que o Paul colocou no disco pra encaixar no filme. É uma versão atualizada da música, o arranjo dela ficou muito bacana!

3. Yesterday (John Lennon/Paul McCartney) – kkkk, alguém não conhece essa música??????? Bom originalmente foi gravada no album Help dos Beatles, de 1965. Bom, acredito honestamente que a música por si só dispense qualquer apresentação, essa versão traz um arranjo um pouquinho mais sofisticado que o original (que é violão e voz)… tem uma pequena orquestração no fundo, e aqui ela emenda direto com a próxima música que é

4. Here, There and Everywhere (John Lennon/Paul McCartney) – mais uma do Revolver, aqui em “short version”, ele corta a segunda estrofe da música… em compensação tem um nipe de metais no final da música que é de matar qualquer um do coração! E justamente esse nipe de metais torna perfeita a emenda com a próxima música que é

5. Wanderlust – Regravação do Tug of War de 1982… vc se lembra? Foi o meu destaque quando escrevi sobre este disco. Aliás o clipe que eu coloquei foi justamente o da versão do Give my Regards… eu sou completamente apaixonada por essa música, e ele conseguiu fazer uma versão melhor aqui… incluindo naipe de metais, um coralzinho e no final remetendo de volta a Here There and Everywhere! Ah, esse cara é um gênio!

6. Ballroom Dancing – Outra do Tug of War… eu já gostava dessa música, nessa versão ela fica mais animada! Sempre que eu escuto me dá vontade de sair dançando! O arranjo ficou mais pesado e mais rapidinho, acho até que aproveitou melhor o potencialda música.

7. Silly Love Songs/Silly Love Songs (Reprise) – Lançada em um single em 1976 e posteriormente no “Wings at Speed of Sound”. Aliás, também foi o meu destaque no álbum. Essa versão aqui é muito parecida com a original… ah, que eu amo, diga-se de passagem. Mais uma vez temos os metais dando um colorido todo especial à versão. No reprise ela fica meio obscura, mas lembra bem a melodia original.

8. Not Such A Bad Boy – outra inédita. Bom e velho rock’n Roll no melhor estilo Paul McCartney! Daquelas músicas que o refrão gruda na cabeça… você acaba de ouvir mas continua cantando! Eu gosto muito dela, bem animada e pra cima!

9. So Bad – regravação do Pipes of Peace de 1983. Eu acho essa música linda, acho que só não destaquei ela no disco porque é meio pra baixo… eu gosto mais dos vocais nessa versão do que na original, de resto não tem muita diferença.

10. No Values – mais uma inédita! acho que o Paul tava bem animadinho quando fez a trilha desse filme, essa música também é toda animada e pra cima… eu gosto muito dela também! Aliás, eu avisei que eu sou apaixonada por esse disco, então não reclamem…

11. For No One (John Lennon/Paul McCartney) – E mais uma do Revolver! Aliás, a música mais linda do disco (minha opinião). Pois é, ele pegou uma música maravilhosa e perfeita e melhorou. Aqui ela aparece com um arranjo de cordas que é emocionante! Acho que não tem outra palavra melhor pra descrever o que esse arranjo causa em mim.

12. Eleanor Rigby/Eleanor’s Dream (John Lennon/Paul McCartney) / (Paul McCartney) – Bom, aqui vai uma explicação… as músicas do Revolver regravadas aqui (sim, essa é mais uma delas) são composições originais do Paul, mas creditadas à dupla (Lennon/McCartney) por causa de um acordo que os dois tinham. Mais uma vez entra minha opinião totalmente “suspeita”… meu pai, que foi quem me ensinou a ouvir Beatles, ama essa música, é a favorita dele! Eu acho ela maravilhosa! Apesar da história que ela narra ser meio pesada, tem uma melodia maravilhosa (pra não falar muito). Aqui ela ganha uma continuação instrumental, orquestrada e linda!!!! Quem nunca ouviu as duas juntas eu recomendo fortemente que escute… pra mim a grande obra prima do disco!

13. The Long and Winding Road (John Lennon/Paul McCartney) – originalmente gravada no album Let it Be dos Beatles, de 1970. Afe, eu não sei nem o que falar dessa música… sou tão apaixonada por ela que nem sei expressar. O que posso dizer é que é “A” música que me faz chorar… a vida toda. Eu confesso que ela tem uma letra bastante triste, mas é tão, tão linda… Bom, nesse disco ela ganha um solo de sax um pouco diferente da versão original (que tem uma orquestração feita pelo Phill Spector que foi quem produziu o Let it Be, inclusive houve uma desavença entre ele e o Paul, porque o Paul não gostou da versão final orquestrada. Esse foi o motivo pelo qual posteriormente o Macca lançou o “Let it Be Naked” com algumas músicas do Let it Be sem as orquestrações, mas acho que isso é assunto para outro post.

14. No More Lonely Nights (Playout Verssão) – Versão mais dançante de No More Lonely Nights… bem típica de músicas que tocavam em discotecas nos anos 80. Eu particularmente prefiro a versão original.

15. Goodnight Princess – Uma música instrumental com um quê de música antiga (ah, também inédita), onde se ouve o Paul falando algumas coisas, tipo, obrigado por estar conosco, foi legal… esse tipo de coisa, meio uma despedida, na verdade o encerramento do disco!

Destaque: Essa é a parte impossível!!!! Como a proposta da série que estou escrevendo é mostrar a carreira solo do Paul, vou me abster de destacar as regravações dos Beatles, então vou deixar aqui pra vocês essa música que é inédita, linda, e foi um sucesso gigantesco na época!

Paul McCartney Carreira Solo (13)

Continuamos na época mais pop da carreira do Paul, chegamos agora a 1983 com o lançamento desse álbum que eu considero todo especial por vários motivos.

Pipes of Peace (1983)

Um pouco de História: Bom, historicamente não há muita diferença, apesar da passagem de um ano, entre este disco e o Tug of War. Novamente temos a produção assinada por George Martin e novamente a participação de um artista de sucesso em duas faixas… dessa vez foi o Michael Jackson. Novamente o Ringo (Starr) participou das gravações no estúdio… Na verdade, a maioria das faixas deste disco foram gravadas junto com o Tug of War, mas lançadas posteriormente.

Na época do lançamento deste disco o Paul estava envolvido com a filmagem de Give my Regards to Broad Street, sobre o qual vou comentar logo logo, então aproveitou muito material que já tinha pronto pra não deixar um hiato muito grande entre dois discos.

A crítica considerou o trabalho fraco, inferior ao tug of war, foi classificado na época como uma tentativa mal engendrada de aproveitar a fórmula de sucesso do disco anterior… mas isso não impediu o álbum de ser disco de platina no Reino Unido e EUA.

O Disco foi remasterizado em 1993, quando foram incluídas as faixas Twice in a Lifetime, We All Stand Together e Simple as That.

Minha Opinião/Faixas: Como já perceberam que minhas opiniões a respeito do Macca não são nada isentas, não vou ficar disfarçando… 😛

Conheço muitas pessoas que consideram essa fase do Paul péssima, que criticam abertamente. Olha, não é meu disco favorito, mas eu não consigo não gostar de um disco do Paul. (putz, essa ficou esquisita)

Eu acho que esse disco apresenta uma qualidade inegável de produção (claro! é o George Martin!) algumas músicas não muito boas, mas outras muito bonitas. Em sua defesa vou dizer que é um disco que costumo ouvir na íntegra, sem ficar pulando faixas.

1. Pipes of Peace – Ah, eu acho essa música uma gracinha! Ainda escrevendo mensagens de paz, saudades do Lennon, sabe como é. Apesar disso essa não é uma das músicas que foi gravada nas sessões de Tug of War. Gosto muito dela, letra e música, é o tipo de melodia que me agrada muito.

2. Say Say Say (Paul McCartney/Michael Jackson) – A primeira das músicas em dueto com MJ. Essa primeira tem bem cara de Michael Jackson… não está entre as minhas favoritas, mas tem um ritmo legal.

3. The Other Me – Ah, eu gosto tando dessa música… a letra é muito, muito bonita. Eu vejo como uma entrega pessoal do Macca, fico toda emocionada sempre que escuto.

4. Keep Under Cover – No começo lembra um pouco as músicas do “London Town”, apesar da batida dançante, eu vejo a assinatura da produção do George Martin nessa música, e adoro a letra! A melodia tem várias mudanças, eu não sei explicar direito, mas eu diria que tecnicamente (apesar de eu não entender nada de técnica musical) é a melhor música do disco.

5. So Bad – Eeeeee Linda, sempre musa! Muitas pessoas consideram essa música uma das mais bonitas do Paul. Eu acho a música muito bonita, mas a melodia tem algo de triste (apesar da letra ser uma linda declaração de amor) que as vezes me deprime um pouco. O vocal é suave e lindo! de um jeito que só o Paul consegue cantar….

6. The Man (Paul McCartney/Michael Jackson) – A segunda música em parceria com MJ… na minha opinião beeeeeemmmm melhor que a primeira! Essa tem mais cara de Paul, apesar de ser bem característica do MJ também. Tocou demais na época do lançamento, mesmo assim eu acho a melodia irresistível! Nunca soube explicar direito, mas essa música tem alguma coisa que eu adoro!

7. Sweetest Little Show – Essa música é daquelas que eu costumo dizer que tem “carinha” de Paul! É o jeito que ele canta, meio no tom de Band on the Run, que pra mim é extremamente marcante. O instrumental dessa música é sensacional, é eu lembro, o disco foi produzido pelo George Martin!

8. Average Person – É meio que a continuação da Sweetest Little Show. No disco elas se emendam, como se não mudasse a faixa, mas são músicas distintas. Essa me lembra, pelo ritmo e vocal, uma das minhas músicas favoritas do Paul que é Magneto and Titanium, então acho que não preciso falar muito mais sobre ela…

9. Hey Hey (Paul McCartney/Stanley Clarke) – É uma música instrumental… destaque absoluto pro dueto com Stanley Clarke, que é um tremendo baixista!

10. Tug of Peace – Essa música é uma resposta do Paul pra ele mesmo em Tug of War (a música não o disco).  Quase toda instrumental, com pouca coisa cantada… tá, pra ser honesta por mim ele podia ter ficado só com a Tug of War.

11. Through Our Love – Pois é, eu reclamei da música anterior, aí ele vai e termina o disco com uma música maravilhosa! Essa música é linda, daquelas que emociona ouvir, sabe? Que mexe com a gente… pra quem não conhece recomendo fortemente que escute, linda: letra, música, vocal… tudo!

Destaque: Tá, vou confessar que to me coçando aqui pra destacar “The Man”, mas como meu objetivo é tentar, sempre na medida do possível destacar as menos conhecidas… acho que não tinha como ser outra. (desculpem, mas não achei nenhum registro dele tocando essa música ao vivo, então foi assim mesmo)

Voltando

Bom, depois de muito tempo, estou de volta! Aos amigos que acompanham minhas bobeiras, peço imensas desculpas pela ausência… problemas pessoais me deixaram meio travada, mas como não gosto de abandonar meus projetos, prometo me esforçar mais pra não ficar tão afastada daqui. Logo logo sai um post quentinho continuando a série do Macca!

Abraços a todos, com saudades!

Paul McCartney Carreira Solo (12)

Bom, ainda nos anos 80 (é claro, acabamos de entrar nos anos 80!), o segundo disco, pra mim, é muito melhor que o primeiro… na verdade levando em consideração esta década é o meu segundo disco favorito… vamos a ele!

Tug of War (1982)

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Um Pouco de História: Tug of War foi o primeiro álbum de Paul a ser lançado depois do assassinato de John Lennon, que morreu durante a gravação do disco. É considerado por muitos como um dos melhores trabalhos solos de Paul McCartney.
Paul McCartney chamou o produtor da época dos Beatles, George Martin para trabalhar com ele no álbum. Convidou os músicos Stevie Wonder, Stanley Clarke, Carl Perkins, Eric Stewart e o ex-beatle Ringo Starr para participar de algumas músicas.
Em março de 1982, a música em dueto com Stevie Wonder, “Ebony and Ivory” atingiu o primeiro lugar das paradas de sucesso em vários países do mundo e tornou-se o grande hit do álbum. Um mês depois seria a vez do álbum subir nas paradas de sucesso. “Take it away” também atingiu sucesso porém mais modesto.

Minha Opinião/faixas: Eu concordo que este disco está entre os melhores trabalhos de Paul como compositor. Bom, ele trouxe de volta do George Martin para produzir o disco… precisa dizer mais alguma coisa? O cara é um gênio!

Daqui pra frente, vamos perceber uma veia mais pop no trabalho dele, que permanece durante boa parte da década de 80. O assassinado do John foi muito sentido por Paul, ele costuma dizer em entrevistas até hoje, que Lennon foi o melhor parceiro que ele já teve, e que ele (Paul) é extremamente mal-acostumado, porque seu primeiro parceiro foi o melhor de todos, o que o tornou muito exigente.

O disco como um todo tem músicas bem pra cima, com baladinhas dançantes e legais, tem um certo tom triste em duas canções, uma delas escrita em homenagem ao John, acho que é bem claro o motivo deste certo tom de tristeza…

1. Tug of War – Uma música com um tema pacifista, provavelmente inspirada na obra do John Lennon… tem uma melodia bem triste, lindíssima e emocionante.
2. Take It Away – Essa faixa conta com a participação do Ringo na bateria, é uma baladinha bem dançante, daquelas que a gente fica lembrando depois que acaba.
3. Somebody Who Cares – A melodia não é tão triste, mas a letra me faz lembrar do John também, musica muito bonita.
4. What’s That You’re Doing? (Paul McCartney/Stevie Wonder) – Composta e cantada em dueto com Stevie Wonder, com uma batida meio eletrônica e bem dançante. O vocal do Stevie Wonder é bem característico. Se alguém me perguntasse eu diria que tem mais a cara do Stevie Wonder do que do Paul.
5. Here Today – Música escrita em homenagem ao John Lennon. Eu sou suspeita, essa música está entre as minhas preferidas da carreira solo do Paul, eu acho ela linda. Mas não posso negar que tem uma letra triste e uma melodia, é, eu diria que melancólica. Eu recomendo que escutem essa música… pra mim é uma obra prima.
6. Ballroom Dancing – Pelo título já dá pra imaginar que é uma música dançante… eu gosto muito do ritmo dessa música, bom, ela está presente na trilha sonora da minha vida (mais pra frente eu vou falar sobre esse disco mais pra frente), então eu adoro a música.
7. The Pound Is Sinking – A música mais rock’n roll do disco, eu gosto bastante dessa música, tem algo de bem original e interessante.
8. Wanderlust – Ai, que difícil escrever sobre essa música… na minha opinião, é a música mais bonita da carreira solo do Paul, a letra é maravilhosa! A melodia também é linda… ah, eu amo essa música apaixonadamente, não tenho muito mais o que dizer 😉 ah, tem o piano… sempre o piano.
9. Get It – em dueto com Carl Perkins, com um baixo bem marcado, o que eu mais gosto nessa música é o contraste entre o vocal do Paul, que aqui está bem suave e a voz mais grave e forte do Perkins… sensacional!
10. Be What You See (Link) – A música é bem curtinha, não chega a 1 min. Aparece quase como uma música só vocalizada, com efeitos na voz… mostra bem os dotes de cantor do Macca.
11. Dress Me Up As A Robber – Meio discoteca, o legal da música é o vocal, em falsete… coisas do Paul, mudando sempre a voz (e muda durante a música).
12. Ebony and Ivory – Alguém não conhece essa música? Bom, então não era nascido em 82. Essa música tocou muuuuuiiiiiittttooo nas rádios aqui do Brasil, a ponto de enjoar. Apesar da execução excessiva, a música é muito bonita. Mais uma em parceria com Stevie Wonder, essa com mais cara de Paul que a primeira, a letra é simples, diz o que tem que dizer, a melodia… é o forte da música! Adoro o Stevie Wonder fazendo segunda voz em alguns trechos… e sempre cito uma parte da música “there’s good and bad in everyone” o mundo não é um conto de fadas, não é mesmo?

Destaque: Bom, não poderia ser outra… emocionem-se! (essa versão é tirada do filme “Give my Regards to Broad Street” e conta com o Ringo na bateria)


Paul McCartney Carreira Solo (11)

E chegamos aos anos 80!!!! Agora com o fim dos Wings, Macca volta a fazer um disco solo…

McCartney II (1980)

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Um pouco de história: Após o fim dos Wings, Macca se recolheu à sua fazenda na Escócia, para trabalhar no novo disco. Seu terceiro disco solo, o primeiro após os Wings.

O disco foi lançado em meados de maio de 1980 e não foi muito bem aceito pela crítica, que achou o álbum muito experimental e com composições muito baseadas em sintetizadores… o que mais uma vez não impediu que o álbum alcançasse o primeiro lugar nas paradas do Reino Unido e terceiro nos EUA.

No lançamento do CD  em 1993 foram incluídas como faixas bônus “Check my Machine” e “Secret Friend” e “Godnight Tonight” (essa última gravada ainda com os Wings).

Minha Opinião/Faixas: Bom, dessa vez eu não vou cansar muito vocês com minha falação… eu não gosto muito deste disco em particular, a maioria das músicas tem uma batida eletrônica (eu não sou chegada em música eletrônica), acho que ele quis fazer um disco pra tocar nas pistas da época… Claro que nenhum trabalho do Macca é de se jogar fora, esse disco traz a dançante Coming Up, muito legal e a belíssima Waterfalls… bom, vamos às faixas

1. Coming Up – Grande sucesso do album, entre as músicas mais conhecidas do Macca! Apesar da batida meio eletrônica, eu acho uma gracinha de música… a letra ajuda bastante.
2. Temporary Secretary – Essa já é bem eletrônica… meio chata mesmo, me irrita um pouco ficar ouvindo Temporary secretary repetido várias vezes naquele ritmo…
3. On The Way – Essa já é mais agradável, mais rock’n roll… um rock mais lento com um efeito vocal de eco (me chamem de ignorante, mas eu não sei o nome), eu só acho que ele é melhor baixista do que aparece aqui, mas a música não é ruim.
4. Waterfalls – A música mais bonita do disco… o Paul não consegue fazer um disco inteiro que eu não goste, mesmo que ele tente! rsrsrsrs tem um solo de violão lindo na música… é meio triste, mas com uma letra linda!
5. Nobody Knows – Essa já é um pouco menos sintetizada, uma guitarra meio cowntry numa melodia bem dançante… eu gosto bastante do resultado. Não está entre minhas músicas favoritas do Macca, mas eu gosto bastante.
6. Front Parlour – Música instrumental, totalmente sintetizada, lá pela quinta vez que você escuta, você meio que acostuma com a batida e não acha tão ruim… tem até um tecladinho agradável, mas a mim não convence muito.
7. Summer’s Day Song – Essa parece uma cantiga de ninar, eu acho bem bonitinha… tem uma levada bem lenta, e uma letra muito bonita.
8. Frozen Jap – Mais uma instrumental… é meio difícil descrever, é o tipo de música que eu adoraria dançar quando era adolescente e frequentava danceterias, mas não é o tipo de música que eu curto ouvir em casa, ou no meu ipod… não é ruim, mas eu acho que o trabalho do Macca como compositor é bem mais rico que isso.
9. Bogey Music – Um rock mais clássico, no melhor estilo Elvis… com um vocal bem grave e aquele baixo bem marcado que apareciam tanto nas músicas do Rei. Uma excelente música perdida no meio desse disco maluco! 😛
10. Darkroom – Olha, pra não dizer que nada se aproveita dessa música, eu acho o vocal dela surpreendente… o Macca sempre teve essa capacidade de cantar de forma completamente diferente nas músicas… de resto, uma balada eletrônica.
11. One Of These Days – E pra terminar sem me permitir reclamar muito, a música mais bonita do disco… uma melodia linda, suave e acompanhada de uma letra tocante… esse é o Macca que eu amo desde sempre!

Destaque: Coisa mais difícil destacar uma música desse disco… podia ser Coming Up, que é a mais conhecida, mas eu não resisto a colocar uma das “minhas” então quem quiser que procure Coming Up no youtube! hahahaha (deu pra notar que meu humor não está dos melhores hoje?) eu ia colocar o vídeo de “One of These Days” mais resolvi destacar uma das faixas bônus do CD… essa música apesar da batida eletrônica eu acho bem gostosa, dançante e tem uma letra bem bonitinha! É, mesmo quando eu não gosto muito eu sou apaixonada pelo Paul, não tem jeito!